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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Poesia Terminal!


FOTO tirada do GOOGLE


Tenho luz e sombras.
Janelas fechadas,
e um teto vazio.

Na Alma selada,
cheiro de flores,
de banho tomado
e olhares perdidos.
Um corpo estranho
largado na cama.

Silencio invadido,
nos breves sussurros,
nos sons que ecoam
do lado de fora.

Sua fome mastiga,
a comida sem graça,
quiçá, degustada.
Paladar que instiga.

Num olhar perdido,
pensamentos insanos.
Um torso torcido e dolorido.
Nas veias, o sangue pulsando!
Eu aqui te olhando.
Você ainda sem banho.

Assim, somos feitos...
Seres humanos imperfeitos.
Tudo que toco, sinto e vejo.
E, num olhar perdido,
lagrimas sufocaram,
um sorriso tardio.

A Vida não sobrevive,
a um estado terminal,
repleto de metáforas.
Razão e coração,
duelando sem noção.

O poeta dorme tranquilo,
sobre as suas escritas.
Seguindo a sua sina...
Morrendo nas entrelinhas.

-Rosa de Sampa-