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Entre, humanos e seres humanos,
me vi perdida num emaranhado
de conversas paralelas...
Pessoas estranhas com gostos estranhos...
Perfumes variados. Cheiro de cigarro.
Fumaça entediante...
Som de vozes, variados, lascivos.
Rostos desfigurados, envelhecidos pelo tempo.
Jovens perdidos em seu próprio mundo.
Gente feliz, contente, porém, de alma sofrida.
Rotina sem graça. Cortina rasgada. Palco Vazio!
Visão de um povo não evoluído...
Seres estranhos...Quiçá, seres humanos.
E na balburdia daquela noitada,
perdidos, nos próprios sonhos,
aquela gente cantava e dançava...
Passei, sorrateiramente, sem fazer balburdia.
Me refastelei de alguns alimentos,
salgados e doces, amargo e sem gosto...
Bebidas geladas que me deixaram dopada.
Depois, de vários tragos de vinho suave e doce,
embriagada em meus próprios desejos,
beijei em pensamento, homens e mulheres,
que naquele momento, me pediam clemencia.
Acariciei rostos diferentes, jovens e idosos...
Velhos sábios, veteranos, insanos!
Adolescentes descrentes, sem alma,
que diante de minha calma,
imploravam por algo diferente...
Me senti como uma Deusa insana
de olhar sorridente...
Capaz de entender e compreender,
os pedidos e anseios de toda essa gente.
Terminei a minha noite, perdida e envolvida,
numa teia tecida de conversas paralelas, envolvente!
Alias, faço parte dessa gente!
(Rosa de Sampa)


