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quinta-feira, 3 de maio de 2012

RECEBENDO VISITAS!



Ela canta em mim de novo...

FOTO: GOOGLE

"Que isso novinha?... Que isso?"

Meu eu está cheio de gavetas...
desorganizados armários...
Meu eu e suas gavetas...
Meus armários!
Meus cadernos intermináveis de versos...
Quem foi que entrou aqui?
Que vento mal... levou tudo pelo chão?
...as folhas
o chão da rua
o medo...?
A confiança na minha poesia...
o poder da Canção
Quem apagou as luzes...?!!
Como eu deixei que sorrateiros ladrões de alma
me afligissem tanto...?
Eles chegam mesmo devagar,
feito na historieta que me contaram...
e invadem seu muro,
sua alma e por fim
sua esposa!
Eles precisam ser parados no primeiro dia...
e eu ?!
Onde estou...?
Onde me coloquei? ...Nesta bagunça
Nesta chama e jura
de jamais cantar a loucura
a dor
a morte
o medo!
?
Onde estou eu nisto?!...
E que fé que eu tenho que ter?...
Pra ver o que não quero.
Pra sofrer o que não aguento mais repetir?...!
Transformaram o meu doce amor
SIM!!!...
o meu docinho amor
no meu martírio,
no meu santo presídio,
no meu louco engano...
Eras tu, o demônio
o próprio DAIAMON
no corpo do anjinho,
e eu não percebia...
Buraco negro na garganta,
no ventre!
Buraco negro de gente!...
Meu eu é feito de gavetas...
meu efeito de armários!...
Eu um dia irei jogar fora todos estes armários
esvaziar estas gavetas
e doar...
do ar fazer o meu ninho...
E passarinho fazer uma fogueira
dos meus versos todos
...intermediários da minha ilusão...
e correr livre
sem nome...
Nú!
Sem o peso de ter roupa e identidade!!!
Nos campos da chuva
alagados da Índia.

William Oliveira
http://yarayam.blogspot.com.br/
_______
03/04/12

terça-feira, 1 de maio de 2012

Perdendo a Cabeça!



FOTO: GOOGLE

Perdi minha cabeça
quando comecei
a escrever...
Entre sonhos e devaneios,
perdi-me nas entrelinhas.
Quando comecei a escrever,
meus olhos viviam cansados,
tristes e melancólicos.
Pois quando terminava,
meus versos, minha poesia,
sempre estava assim...
Solitário!
Vejo-me agora em meus
escritos e não me reconheço.
Abomino tudo que leio
naquelas paginas. Naquele livro.
Não são meus... Não sei quem os escreveu.
São versos inacabados
falando de um passado
triste e vazio...
Não! Eu repito: este ser
aí da capa, não sou eu!
Sempre fui feliz, sorridente.
Jamais me tornaria isso:
um ser estático, sem brilho.
Um retrato morto e sem cor.
Não escrevi a minha vida,
nessas paginas mau escrita.
Revelei-me. Mostrei-me,
  mas mesmo assim, ainda afirmo:
Não sou eu, este ser
de olhar sofrido.
Sem brilho. Sem viço!
Perdi minha lucidez,
quando comecei a escrever...
Sobre noites de insônia.
Sobre dores e amores.
Sobre aquilo que nunca soube.
Não! Eu repito...
Não é meu este rosto!
Este ser estranho,
que perdeu a cabeça,
quando começou a escrever...
Sobre tudo...Sobre meu mundo!

Rosa Azul

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fragilidade...

FOTO:GOOGLE

Passado e presente...
Fugidia e com medo,
me vejo em outros cantos.
Em meu canto de colibri,
sinto -me  livre!
Cantando em outros cantos,
vou sufocando meu pranto.
De alma vazia e arisca,
tento sonhar com novos dias.
Sou eu...Vestida de poesia,
para enganar a minha vida!
Saio de mansinho na ponta dos pés.
Sem fazer alarde...Silêncio!
Cubro-me com o véu da noite,
por detrás da neblina, meu açoite!
Escondo nas sombras os meus defeitos.
Torno-me inferior aos teus preceitos.
Quero fugir, pois estou com medo!
Quero ser feliz! Mudar meu destino.
Mas falta coragem para tanto.
Sozinha, perdida...Afogo-me nas lágrimas
que caem, brigam com meu rosto.
Teimosia de uma alma triste, sofrida,vazia!
Já não sou aquela mulher...
Tão forte...Tão destemida!

Rosa Azul