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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Desejo incontido...


FOTO:GOOGLE

Teu fogo me acende...
Aquele mesmo fogo,
 que consome o vinho exposto
na taça que transborda
em essência e some...
Evapora!
E na transparência,
desse teu vinculo,
com a eterna Deusa
da paixão!
Tu foges do trago
oferecido por ela.
Tu renegas, não se entregas!
Não queres ser beijado,
para não se tornar teu criado.
Mesmo assim, mais tarde,
não resiste, bebes do vinho.
Mata a tua sede!
Num desejo proibido,
que em tua libido,
derramas, a conta gotas,
na tua própria liquidez...
Tu te embriagas...
E na tua embriaguez,
Sente-se  fraco, sem forças.
Não consegue se libertar
das forças que...
Tua Deusa  lhe impõe.
Teu fogo me acende.
Tua alma me consome.
E num beijo frenético...
Prenda-me, tortura-me!
Transforma-me em chama,
Fogo e paixão.
Sedução proibida.
Venha agora, sem demora.
Consome-me em Vida!
Alma seduzida...
 
Rosa Azul

quinta-feira, 3 de maio de 2012

RECEBENDO VISITAS!



Ela canta em mim de novo...

FOTO: GOOGLE

"Que isso novinha?... Que isso?"

Meu eu está cheio de gavetas...
desorganizados armários...
Meu eu e suas gavetas...
Meus armários!
Meus cadernos intermináveis de versos...
Quem foi que entrou aqui?
Que vento mal... levou tudo pelo chão?
...as folhas
o chão da rua
o medo...?
A confiança na minha poesia...
o poder da Canção
Quem apagou as luzes...?!!
Como eu deixei que sorrateiros ladrões de alma
me afligissem tanto...?
Eles chegam mesmo devagar,
feito na historieta que me contaram...
e invadem seu muro,
sua alma e por fim
sua esposa!
Eles precisam ser parados no primeiro dia...
e eu ?!
Onde estou...?
Onde me coloquei? ...Nesta bagunça
Nesta chama e jura
de jamais cantar a loucura
a dor
a morte
o medo!
?
Onde estou eu nisto?!...
E que fé que eu tenho que ter?...
Pra ver o que não quero.
Pra sofrer o que não aguento mais repetir?...!
Transformaram o meu doce amor
SIM!!!...
o meu docinho amor
no meu martírio,
no meu santo presídio,
no meu louco engano...
Eras tu, o demônio
o próprio DAIAMON
no corpo do anjinho,
e eu não percebia...
Buraco negro na garganta,
no ventre!
Buraco negro de gente!...
Meu eu é feito de gavetas...
meu efeito de armários!...
Eu um dia irei jogar fora todos estes armários
esvaziar estas gavetas
e doar...
do ar fazer o meu ninho...
E passarinho fazer uma fogueira
dos meus versos todos
...intermediários da minha ilusão...
e correr livre
sem nome...
Nú!
Sem o peso de ter roupa e identidade!!!
Nos campos da chuva
alagados da Índia.

William Oliveira
http://yarayam.blogspot.com.br/
_______
03/04/12

terça-feira, 1 de maio de 2012

Perdendo a Cabeça!



FOTO: GOOGLE

Perdi minha cabeça
quando comecei
a escrever...
Entre sonhos e devaneios,
perdi-me nas entrelinhas.
Quando comecei a escrever,
meus olhos viviam cansados,
tristes e melancólicos.
Pois quando terminava,
meus versos, minha poesia,
sempre estava assim...
Solitário!
Vejo-me agora em meus
escritos e não me reconheço.
Abomino tudo que leio
naquelas paginas. Naquele livro.
Não são meus... Não sei quem os escreveu.
São versos inacabados
falando de um passado
triste e vazio...
Não! Eu repito: este ser
aí da capa, não sou eu!
Sempre fui feliz, sorridente.
Jamais me tornaria isso:
um ser estático, sem brilho.
Um retrato morto e sem cor.
Não escrevi a minha vida,
nessas paginas mau escrita.
Revelei-me. Mostrei-me,
  mas mesmo assim, ainda afirmo:
Não sou eu, este ser
de olhar sofrido.
Sem brilho. Sem viço!
Perdi minha lucidez,
quando comecei a escrever...
Sobre noites de insônia.
Sobre dores e amores.
Sobre aquilo que nunca soube.
Não! Eu repito...
Não é meu este rosto!
Este ser estranho,
que perdeu a cabeça,
quando começou a escrever...
Sobre tudo...Sobre meu mundo!

Rosa Azul