Ligue o SOM e Contagie-se!!
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Ensaio das mãos...
Não é necessário dizer-te,
mas o digo mesmo assim
...eu sempre te direi!
Órfã de um silêncio austero esculpido em poeira e marfim nada era maduro em mim, tinha a voz com coisas de menina e o desassossego da sede pressentida no deserto em evolução que vinha logo a frente. Cedo era muito tarde para mãos tristes que depressa amolavam as nervuras da razão à memória de um rio distante sem que os pés tivessem ainda tocado o peso do chão. - simples - bastava inventar o abismo em deslumbramentos líricos para que nascessem asas na carne em fuga a voragem do destino. Infinitamente lúcida ainda me dói o peso brutal do meu corpo quando no primeiro estalo dos ossos se fez noite ambígua num rasgo de luz e de sangue. Ainda respirava quando uma voz me apaziguou: - cuida a memória do amor farto, a fonte inesgotável que se move em direção as tuas mãos. Naquela noite mesmo choveu em mim.
(Parole)


