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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Eu e meu Ego!




FOTO: GOOGLE


"Hoje é noite de Lua cheia!
Comigo carrego a minha sombra.
O brilho da Lua intensifica meu "Eu",
causando magia e mistério por onde passo!
Detras das sombras, me escondo, me limito.
Sou meu ego inflado na noite enluarada.
Mistico! Magico! Irritante...
Sou Eu e meu Ego,
provocante, insinuante...
Da taça de vinho tinto,
me afogo num gole profundo.
Mas é com as lagrimas
que me banho, lavo a alma!
Dos cheiros perfumados,
Faço e desfaço, corpo jogado,
banho tomado...Vibrante!
Nas mãos, agora vazias,
consigo ler as linhas
do destino...Mentiras!
É o que eu mesma digo:
Nada é verdadeiro...
Nada é relevante.
Tudo e nada, numa constante.
Imagino meus braços
abraçando meu corpo.
Enroscada no meu reflexo
vejo-me ali, um espelho quebrado.
Meus lábios pegando fogo.
Minha mente fervilhando, imaginando,
beijos suaves, e-ternos...
Deus me acuda!
Isso só pode ser: 
O beijo de Judas!!

(Rosa de Sampa)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

REPLAY...Tuas Marcas!



"Minhas marcas estão visíveis e não conseguem cicatrizar nunca"
Ainda trago comigo,
As tuas malditas palavras.
Me ferem o coração,
Me tiram o ar...
Escuto-as soltas,
Livres com o vento.
Sinto que na alma,
Também esta gravada
E encravada na dor,
No sofrimento!
Foram belas e delicadas,
As tuas palavras,
Envaidecidas.
Marcas cortantes,
Para que nunca,
Sejas esquecida,
Nem abandonada.
A vida que contigo...
Eu, teu poeta sofredor,
Mantinha escondida!
Doí muito saber, que mesmo assim,
Ainda amo voce!

Simone Martins - 13/06/2011


Foto:GOOGLEhttp://1.bp.blogspot.com/yl4AfMEyUns/TfYg9dmUpLI/AAAAAAAAAdI/WJYE0wYYsE0/s1600/8615machucado%255B1%255D.jpg

domingo, 22 de julho de 2012

Monólogo: Ser Humano Mecânico...




Ligue o Som, irá ficar mais emocionante!
FOTO; GOOGLE

Sou Dama da noite, sanguessuga,
onde sem medo, sugo minha própria vida,
retirando-me as rugas.
Mantendo o dorso ereto,
numa postura discreta sugestiva.
Fujo do lixo do universo,
antes que ele me engula ou saliva-me ,
 levando-me para o submundo... Limbo!
Vejo a morte como companheira
na perseguição de minha sombra,
que em minha amargura,
tripudia e sucumbe a alma minha.
Sangue sujo nas chagas tuas,
nas memorias de uma donzela impura.
Entre o desespero e a aflição,
com o rosto sem mascaras,
tento viver minha vida sem mentiras.
Qual fogo que arde na minha sina
onde encontro, em meus pensamentos,
a dose certa de morfina...
Que derramada em meus lábios,
exterminará a minha vida!
Sim! Fui sugada pelo meu próprio
magnetismo, meu reflexo no espelho,
onde roubo de mim, a minha melancolia,
transformando em muitas melodias.
E num ultimo e fraco suspiro,
no silencio, paro de pensar...
Entregando-me a ultima dança,
onde a própria alma exaltada,
liberta-se sem castigos.
Saio a noite, por entre as sombras,
para embriagar-me de outras canções,
que não as minhas. 
Simbiose curta...
A noite chega, escura e fria,
cresce-me a vontade da solidão
na minha incansável tortura,
monto uma nova coreografia.
Danço entre monstros e vampiros,
para apoderar-me de outras almas...
Sanguessuga maldita!
Nesse momento, trepida o fogo
que consome meu corpo...
Sem marcas, sem feridas.
Total é o desconforto, 
mas não expresso dor.
Apenas, agarro-me a minha sina... 
Escondo-me na luz da Lua, 
sombra imunda!
E na canção da minha morte, 
escreverei na lapide:
 Fim dos versos, fim de tudo... 
Poesia sem final feliz!!


(Rosa de Sampa)