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Quantas vezes, me senti próxima a morte.
Sem saber, como e porque, me via assim...
Perdida em sonhos, delírios, devaneios.
Um mundo obscuro, frio e feio!
Frívolo suicídio!
Sentia minha alma soltando-se de meu corpo.
Simples matéria, pele e osso.
Sentia-me fraca, sem forças, vazia.
Na mente, sempre havia um sonho,
onde pudesse de alguma forma,
trazer-te de volta, para a minha vida.
A morte me perseguia, me dominava.
Como zumbi, sem nenhuma expectativa,
seguia aquele caminho sentindo odores fortes...
Cheiro de morte, enxofre podre!
Temia pelo meu fim. Fim de tudo.
Comigo, apenas seguiria a solidão...
Era assim que eu sentia.
O tempo escorria, fugia de minhas mãos,
como areia do deserto, quente e proibido.
Quantas vezes, clamei por teu nome,
pedi tua ajuda e você não me ouviu.
Agora, triste, sozinha, minha alma chora,
implora pela tua volta...
Não sei viver e sobreviver a Morte,
se você não estiver aqui, ao meu lado.
Anjo Negro Maldito...Protetor.
És tu, que com tuas palavras,
clareiam as minhas noites escuras,
iluminam e me fazem respirar de novo!
Quantas vezes, senti tua presença, ali nas sombras.
Sempre a espreita, me olhando, vigiando...
Quiçá, me protegendo...Anjo Negro!
Com o fogo de teus olhos, queimei
toda e qualquer lembrança triste.
Virei pó e voltei ao pó...De novo e de novo!
E como uma Deusa Forte e Guerreira,
renasci e sobrevivi a tua Sina,
não me entreguei a tua sorte.
Hoje, sou pura Luz, mas ainda,
sonho em meio as trevas com tua existência.
Sonho com o dia, em que tu voltarás
e me levarás para outros mundos!
Afinal, sou puro delírio, devaneios...
Brigo contigo, Anjo da Morte,
numa história sem enredo.
(Rosa de Sampa)