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Amanheci assim...
Estirado na tua cama.
Enrolado em minha própria teia.
Assanhada e com manha,
te senti perto nas minhas entranhas.
Com minhas garras afiadas,
rasguei-lhe o peito,
afaguei teus braços.
Sentindo carência,
acalentei tua nuca. Afaguei teus cabelos.
Te senti desnuda, semi-nua...
Ficaste vermelha, ruborizada,
acanhada...
La fora, molhada a orvalho,
vi tuas roupas,
amassadas e jogadas ao leu.
Sob um céu azul e vermelho...
Sim! Vermelho de vergonha,
da noite passada, onde,
rolara e gritara de êxtase, paixão!
Sua tez agora exposta,
não me deixa respostas.
Brinca com minha vida,
surrupia meu coração...
Tece com tuas mãos,
o meu destino.
Invade minha caminhada...
Rouba minha alma.
Saudades que me mata.
Vai embora e não volta...
Mulher malvada, porém, amada!
Rosa de Sampa


