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terça-feira, 24 de abril de 2018

Noite Sombria...


FOTO: GOOGLE


Chuva fria no telhado.
Soluços de um choro ritmado.
Silencio absurdo,
me deixa assim, muda.
Mudo meu corpo de lado, 
mas o lado não muda,
a visão da vida sem rumo.
Olhos encharcados,
sorriso sufocado.
Madrugada longa,
lágrimas frívolas...
Insônia! 
Nada me apetece.
Tudo me enfraquece.
Alma inquieta.
Coração atônito,
pulsando lento,
porém, frenético.
Pensamentos insanos,
delírios profanos.
Muitos devaneios...
Solidão não me deixa,
me abraça forte.
Vejo sombras, ouço vozes.
Quarto escuro, pouco claro.
Somente um abajur ligado.
Inerte na cama, estático.
A loucura inflama a mente,
desnuda e tortura.
Na tortura de quem,
escolheu a morte.
Vida vazia. Má sorte!
Chuva fria no telhado...
Soluços num choro limitado, 
quiçá, libertado. 

(Rosa de Sampa)

quarta-feira, 14 de março de 2018

"Sentimento Impuro"

FOTO: GOOGLE (PERMITIDO)

Sozinha, perdida...
No meio de um povo
repleto de hipocrisia.
Você estava la,
presa a um passado,
sombrio e nebuloso.
Caminho escuro, tortuoso.
Esperava na beira do abismo,
buscar no suicídio,
a solução. Sossego!
A beira da loucura,
a desconstrução da vida.
Por dentro chorando, surtando.
Sentindo-se sozinha.
Sentindo frio, calafrio...
Bateu o desespero,
do fim se pronunciando.
Sem esperança,
você se viu no fracasso.
Sentiu na alma e no coração,
tristeza e abandono.
Sentiu-se caindo com suavidade,
num buraco vazio, úmido, fétido.
Uma explosão de sentimentos,
que invadiu seu corpo inóspito,
caído e estraçalhado no chão.
Ninguém irá te segurar, salvar.
Somente a morte para acalentar.
Você sente frio, solidão...
Corpo e dorso destruído.
Espirito não!

(Rosa de Sampa)

domingo, 3 de setembro de 2017

Fim de Jogo


Foto By: HELLEN COLTER


Medo preso na garganta...
Sufoco as palavras,
na falta de ar. 
Sabia que iria te magoar,
tentei fugir, me enganar.
Não tive culpa, nao te pedi nada.
Apenas, queria por ti,
ser amada...
Sinto saudades num choro perdido.
Passos indecisos, solto no caminho.
Noites em claro,
lençóis amassados,
corpo solitário,
cabelo em desalinho.
Beijos sufocados,
palavras rabuscadas...
Versos inacabados,
rimas desconstruidas.
Medo preso na garganta,
segredos nas entrelinhas.
Acabou o jogo, sem final feliz.

-Rosa de Sampa-