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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Suplicas ou desejo?

Quer que eu saia da sua vida?
Queres tirar meu ar e me sufocar?
Mas deixe-me com meu sorriso
Deixe-me as lágrimas frias
A escorrer pelo meu rosto
Lágrimas que de súbito
Molham e lavam minha alma
A minha vida esta ligada a sua
E com o coração cansado
As vezes penso na sua partida
Mas nunca no seu regresso
Penso que ao ver seu semblante
Tenho muito a procurar e desejar
Tenho muito para viver e sofrer
Ainda posso vir a te amar
E viver só para você
Mas te digo que meus momentos
Na escuridão passo a sonhar
Ver novamente quem eu amo
Voltar e implorar por meu amor
Nos momentos mais turvos e sombrios
Sinto teu riso me congelando
Sinto seu medo me atormentando
No fim da rua eu te vejo
Teu riso deve ser ouvido
E em movimentos eu esperava
Que você para meu coração retornava
Seu riso é como fel a me ferir
Sua presença me causa enjoo
És tão grosseiro o seu jeito
Que ate eu me assombro
Fecho os olhos e seus passos ouço
A se aproximar e a sussurrar
Porque tu voltarias para mim?
Porque não morreste quando partiu?
Tento me afastar de seu corpo
Para não sentir seu contato
Apenas quero que vá embora
Porque meu coração ainda por ti chora
Saia agora e vá para bem longe
Antes que seja tarde e eu te amaldiçoe
Jamais serás amado por outra
Jamais sorrirá de novo
Porque enquanto eu viver
Tu sentiras que estas morto
Vá depressa para bem longe
E nunca olhe para seu passado
Pois nesse nosso ultimo encontro
Deixarei uma lapide escrito assim:
Aqui jaz um amor que não soube me amar!
Aqui jaz um amor que nao soube cuidar de mim!

Autora: Simone Martins - 23/02/2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coração Bagunçado

Se faz necessário arrumar a bagunça
Guardar tudo na memoria de uma foto
Gravar as imagens mais importantes
Sem esquecer o que aconteceu naquele instante
Olhe bem em meus olhos cansados e sofredores
Captam as lembranças de um passado inóspito
Como se fossem as lentes de uma câmera
Gravam tudo o quanto querem lembrar
Meus olhos vão alem das lentes e da foto
Imobilizando, inerciando, hipnotizando e gravando
Grava suas imagens perdidas num contexto absurdo
Daqueles momentos de pura tortura e ilusão
Momentos guardados e escondidos em caixas
Lacradas com fitas colantes  indestrutiveis
Guarda meus segredos e lamurias no fundo da alma
Lembranças de um olhar avido e fugaz
Que não consegue esquecer essas imagens jamais
Viverei eternamente lembrando e relembrando
Noites e dias de lamentações e devaneios
Que enquanto meu coração sangrava e implorava
Você como um louco me desejava,  me maltratava!
Vivemos noites em torrentes de amor e desejo
Onde o que mais importava no final de tudo
Era fazer você sair-se como um vitorioso
Esta mais do que na hora de ajeitar tudo
Arrumar a bagunça que deixaste em meu coração
Chega de tanta tortura e humilhação
Quero fotografar tudo o que vivemos
E depois por fogo e destruir todas as ilusões
 Se faz necessário arrumar a anarquia
Que você deixou em meu coração!

Autora: Simone Martins
22/02/2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Minha pequena borboleta

A borboleta nasce e cresce num casulo. Com o tempo, começa a se mexer para sair de dentro desse casulo. Devagar, vai conseguindo se soltar e algum tempo depois, voa livremente e vai atrás do tempo perdido presa dentro do casulo. Voa muito alto e tenta recuperar o tempo perdido. Não se lembra mais do casulo e nem quer lembrar...porem, não pode esquecer que, enquanto estava no casulo, sentia-se protegida, mas e agora? Não quer saber de mais nada relacionado ao casulo, mas sim voar...Voar bem longe e desvendar novos horizontes. Bela e formosa, dona de sua própria vida, abandonou todo e qualquer laço com seu passado...Mas a árvore que serviu de estepe para o casulo, agora já envelhecida, chora com suas gotas de orvalho ao lembrar daquele pequeno casulo pendurado em seus galhos...

Envergada e sem forças, a árvore abaixa seus galhos como se estivesse derrotada pelo DESTINO, no qual levara para tão longe aquele ser pequeno e frágil, mas muito bem protegido que morava naquele pequeno casulo...Que os ventos possam soprar e te ajudar a voar, minha pequena borboleta, mas que se um dia, já cansada, retorne para sua casa, naquele pequeno casulo pendurado e apoiado em uma árvore...TE AMO e sempre te amarei, minha pequena borboleta, mas agora com suas transformações e inevitável a despedida...Adeus e siga seu DESTINO....Fim
 Autora: Simone Martins
PS: feito para a minha sobrinha amada