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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um sonho de baratas...

Eu vejo a barata
Mas ela me olha
Corro para um lado
Ela vai para o outro
Tento escapar. Tento fugir
Ela me encontra e me assusta
Abre suas asas e ameaça
Finge que vai voar
Vir para cima de mim
Tampo os olhos com as mãos
Não quero vê-la não!
Mas sente meu pavor
Sinto-a em meus braços
Roçando e grudando
Grito e peço socorro
Ninguém me ouve!
Argh!! Aff!! Urgh!!
Solto grunhidos de pavor
Meu suor escorre
Meu coração acelera
Sinto-a  subindo
Subindo em minhas pernas
Será que são duas?
 Sinto-a em meus braços ainda
Calma! Digo a mim mesma
Devagar retiro as mãos do rosto
Que nojo! Que horror!
Sinto arrepios e tremor
Vejo baratas em meu corredor
Estou sozinha e cercada
Por essas tantas baratas
Sinto calafrios e desmaio
Após alguns segundos passados
Eis que acordo sozinha em meu quarto
Ufa! Que alivio! Eu estava apenas sonhando!



Em homenagem a minha amiguinha: REGIANE,
ela tem pavor de baratas
Autora: Simone Martins - 18/02/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Chove chuva forte


A noite esta escura e sombria
Ouço o barulho da chuva
Bate em minha vidraça com força
Como se quisesse rompe-la
Como se quisesse estoura-la
Quebrar o vidro seria fácil
Mas a chuva bate que bate
Tenta que tenta, mas não consegue
Fico escutando o tilintar da chuva
Caindo como se fosse cachoeira
Escorrendo pela parede
Entrando em minha mente
Abro a janela para poder observar
Fico paralisada por algum tempo
Ao longe vejo pessoas apressadas
Molhadas, cansadas, estressadas
Mas a culpa não é da chuva
Ou será que a chuva é culpada?
O que posso dizer é que amo chuva
Chuva fina e fraca...gelada!
Chuva forte e constante...Inebriante!
Escorre pelas frestas de minha porta
Arrasta-se por debaixo do tapete
Entra sorrateiramente em minha sala
Molha e torna umido o meu chão
Gosto do que vejo e sinto
Pois meus pés descalços se divertem
Pisando nessa poça de agua gelada
Raios, trovoes me assustam
Fecho de imediato a janela
Agora não quero mais brincar
Tenho medo que um raio me leve
Tenho medo de ser levada pelo raio
Para terra dos sete palmos...eletrecutada
Calço um chinelo e vou dormir
Chuva caindo em meu telhado
Não consigo dormir. Fico acordado!
O doce tilintar da chuva me acalenta
No fim de tudo a noite se foi
E a chuva com ela se deita

Autora: Simone Martins - 16/02/2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Reflexo da vida



Hoje acordei com um não sei o que
Com olheiras e cansaço
Olhei-me no espelho e nada vi
Assustada olhei novamente
E uma imagem aterrorizante
Zombava e ria de mim
Me olhou agonizante
Com os olhos encharcados de sangue
Nada pediu e nem falou
Apenas cerrou os olhos e bradou
Como um animal sofredor
Caçado por entre a escuridão
Cheirava a morte e decomposição
Estava sujo e todo esfarrapado
Olhando bem, percebi que não tinha coração
Porem, seu sorriso emudeceu
E as lágrimas começaram a cair
Chorava tal qual uma criança
Que implorava por ajuda
Mas eu nem quis ouvir
Pois o susto me calou
Agora olhando profundamente
Percebi que aquele rosto triste
Me lembrava alguém que conheci
Minha alma refletida no espelho
Me mostrando...Que MORRI!

Autoria: Simone Martins
12/02/2011