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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Vejo Voce, Um Ser Estranho

FOTO: DANIELLE MACÊDO CARVALHO

Hoje, te vejo enclausurada em teu lar,
percebendo que viveu outras vidas,
que não as suas...
Vivendo num lugar que não te completa.
Vivendo dores e amores diversos,
por um alguém, que nunca sofreu ou amou.
Vejo nessa imagem um apelo,
a procura do seu 'eu interior',
de positividade, de identidade,
presente ou ausente na saudade,
daquele ser humano, que um dia já foi...
Todo seu corpo parece sair do lugar,
na ansiedade que te faz transbordar.
Numa rotina que te engole, te leva ao cansaço,
por fim, desbota a maquiagem, exposta na face.
Te vejo estressada, pronta a convulsionar!
Distante dos teus olhos, preso no teu corpo,
a transmutação se faz necessária,
de um ser mutante, incoerente,
para o ser humano, sempre presente...
Que saia fervendo, feito vulcão em erupção.
Queimando teu corpo, feito lava quente.
Que habite em seu rosto, na pele exposta.
Que saia pleno, de dentro pra fora...
Aquilo que ninguém, consegue ver e nem sentir,
mas que vive dentro de você, pulsando firme.
Querendo se manifestar, mostrar que existe.
O verdadeiro ser, que vive em Você...
Mas que, aos olhos do outro, parece estranho!

(Rosa de Sampa)
Simone Simone

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Cético sem ética.


FOTO: GOOGLE

Em meio ao caos,
vagueia pelo universo.
Cortaram as suas asas,
roubaram a sua alma.

Podaram-lhe em vida,
arrombaram seu espirito,
arrancaram seu coração.

Em meio a tantos problemas,
se vê ultrajada em seus poemas.
Lambe a ferida que não cicatriza.
Chora lagrimas de sangue,
sem perceber, sangra!

Seu corpo dolorido, anseia,
pede mais carinho, atenção.
Procura por seres humanos,
mais justos e, mais humanos.

Embevecida, toma um trago,
transborda em lagrimas,
sentindo-se, abandonada...

Seu ego, aqui desposto, serpenteia.
Desnuda-se em frente ao espelho.
Observa cada ponto, contorno.
Sente-se sem vida, indisposta.
Curva-se diante dos conselhos.

Sacrifica seus pensamentos,
emoldurados numa tela fria.
Sofre por antecedência,
quando se mutila, castiga...

Mas é nas entrelinhas vazias,
que se denomina...poetisa!

Simone Simone
(Rosa de Sampa)

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Versos ad(versos)


FOTO: GOOGLE


A fome consome,
morde a falange
do homem...
Açoite de quem,
sem jeito, passa fome.

A forma que some,
quando a noite,
se deita e dorme...

Estomago vazio,
tonturas, vertigens.
E, o homem sozinho,
perde sua origem,
transborda em pesadelos.

Silencio sombrio,
atraca seus ouvidos.
A sombra da noite,
entorna sua mente,
sente-se doente.
Acalento de(mente)...

O tempo injusto,
deixa de existir,
prende o pobre homem
numa caixa de sorte.
Papelão gelado e  frio.

Agora, o cansaço o cobre,
e sem nenhum cobre,
ele se vê abraçado,
a própria sorte...

Simone Simone
(Rosa de Sampa)